Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

O Pan-Africanismo

  O Pan-Africanismo 
Por Eliene Percília
Publicado em: http://www.brasilescola.com/geografia/panafricanismo.htm
 
Apesar do nome, o pan-africanismo não nasceu na África, não foi idealizado e nem dirigido nos primeiros anos por africanos. O pan-africanismo foi idealizado por negros norte-americanos e negros antilhanos, em 1900, com o objetivo de expressar seu apoio a algumas comunidades africanas que estavam sendo vítimas de expropriação de suas terras.
 
Considerado o pai do pan-africanismo, W.Burghardt du Bois, em 1903, passou a liderar os movimentos negros americanos. Fazendo a junção da defesa cultural e da luta pela independência política, conseguiu mobilizar a vontade dos africanos e o apoio da opinião pública em diversos países.
 
O pan-africanismo foi de extrema importância para esse período, pois era o único meio de transmitir os idealismos africanos. Seu grande mérito foi ter proporcionado aos africanos a oportunidade de tomar uma iniciativa na busca de soluções para seus problemas. O erro primário do pan-africanismo foi o de almejar um tipo de unidade africana impossível de ser colocada em prática. Os partidos da época queriam constituir os “Estados Unidos da África”, unindo todo o continente em um só país.
 
Após os anos 60, os nacionalistas tinham boa parte do poder dos países independentes em suas mãos, a criação de uma África uniforme se tornou algo impraticável. Porém, esse movimento conseguiu mostrar ao mundo que os negros também têm seus direitos e que sabem lutar pelos mesmos, embora a parte preconceituosa da população mundial diga e pense o contrário. Desta forma, o pan-africanismo pode ser considerado um dos maiores movimentos que defendem os direitos africanos perante o mundo.
 
  AS DUAS ECOLAS DO PAN-AFRICANISMO: O RACIALISMO E O IGUALITARISMO 
Figuras-Chave do Racialismo:
Edward W. Blyden
Marcus Garvey
Publicado em: http://www.africawithin.com/bios/edward_blyden.htm

Edward Wilmot Blyden (1832-1912) was a Liberian educator and statesman. More than any other figure, he laid the foundation of West African nationalism and of pan-Africanism.

Edward Blyden was born in St. Thomas, Virgin Islands, on Aug. 3, 1832, of free, literate parents. A precocious youth, he early decided to become a clergyman. He went to the United States in May 1850 and sought to enter a theological college but was turned down because of his race. In January 1851 he emigrated to Liberia, a African American colony which had become independent as a republic in 1847.

He continued his formal education at Alexander High School, Monrovia, whose principal he was appointed in 1858. In 1862 he was appointed professor of classics at the newly opened Liberia College, a position he held until 1871. Although Blyden was self-taught beyond high school, he became an able and versatile linguist, classicist, theologian, historian, and sociologist. From 1864 to 1866, in addition to his professorial duties, Blyden acted as secretary of state of Liberia.

From 1871 to 1873 Blyden lived in Freetown, Sierra Leone. There he edited Negro, the first explicitly pan-African journal in West Africa. He also led two important expeditions to Fouta Djallon in the interior. Between 1874 and 1885 Blyden was again based in Liberia, holding various high academic and governmental offices. In 1885 he was an unsuccessful candidate for the Liberian presidency.

After 1885 Blyden divided his time between Liberia and the British colonies of Sierra Leone and Lagos. He served Liberia again in the capacities of ambassador to Britain and France and as a professor and later president of Liberia College. In 1891 and 1894 he spent several months in Lagos and worked there in 1896-1897 as government agent for native affairs.

While in Lagos he wrote regularly for the Lagos Weekly Record, one of the earliest propagators of Nigerian and West African nationalism. In Freetown, Blyden helped to edit the Sierra Leone News, which he had assisted in founding in 1884 "to serve the interest of West Africa ... and the race generally." He also had helped found and edit the Freetown West African Reporter (1874-1882), whose declared aim was to forge a bond of unity among English-speaking West Africans. Between 1901 and 1906 Blyden was director of Moslem education; he taught English and "Western subjects" to Moslem youths with the object of building a bridge of communication between the Moslem and Christian communities. He died in Freetown on Feb. 7, 1912.

Writings, Ideas, and Hopes

Although Blyden held many important positions, it is more as a man of ideas than as a man of action that he is historically significant. He saw himself as a champion and defender of his race and in this role produced more than two dozen pamphlets and books, the most important of which are A Voice from Bleeding Africa (1856); Liberia's Offering (1862); The Negro in Ancient History (1869); The West African University (1872); From West Africa to Palestine (1873); Christianity, Islam and the Negro Race (1887), his major work; The Jewish Question (1898); West Africa before Europe (1905); and Africa Life and Customs (1908). His writings displayed conversancy with the main current of ideas as well as originality, and he was often controversial.

Blyden sought to prove that Africa and Africans have a worthy history and culture. He rejected the prevailing notion of the inferiority of the black man but accepted the view that each major race has a special contribution to make to world civilization. He argued that Christianity has had a demoralizing effect on blacks, while Islam has had a unifying and elevating influence.

Blyden's political goals were the establishment of a major modern West African state which would protect and promote the interests of peoples of African descent everywhere. He initially saw Liberia as the nucleus of such a state and sought to extend its influence and jurisdiction by encouraging selective "repatriation" from the Americas. He hoped, also in vain, that Liberia and adjacent Sierra Leone would unite as one nation. He was ambivalent about the establishment of European colonial rule; he thought that it would eventually result in modern independent nations in tropical Africa but was concerned about its damaging psychological impact. As a cultural nationalist, he pointed out that modernization was not incompatible with respect for African customs and institutions. He favored African names and dress and championed the establishment of educational and cultural institutions specifically designed to meet African needs and circumstances.

Sources

A full-length biography of Blyden is Hollis R. Lynch, Edward Wilmot Blyden: Pan-Negro Patriot, 1832-1912 (1967). Edith Holden, Blyden of Liberia: An Account of the Life and Labors of Edward Wilmot Blyden (1966), is an important source containing biographical details and excerpts from Blyden's letters and published writings. See also Hollis R. Lynch, ed., Black Spokesman: Selected Published Writings of Edward Wilmot Blyden (1971), the only representative anthology of his writings.
Figuras-Chave do Igualitarismo:
William Dubois
George Padmore
Publicado em: http://marconegro.blogspot.com/2006/06/william-edward-burghardt-du-bois.html
 
Muitos de nós que aprofundamos em nossa pesquisa sobre a África, já ouvimos falar nele: William Edward Burghardt Du Bois um intelectual e ativista afro-americano e um bravo defensor do Pan-Africanismo. Nada mais correto do que fornecer aos meus irmãos e irmãs, um resumo sobre sua vida.
Willian nasceu no dia 23 de fevereiro de 1868 em Barrington. Desde crianças demonstrou um estranho talento para a escrita, tendo inclusive trabalhado em um jornal local. No ano de 1884 formou se brilhantemente no Segundo Grau e em 1888 formou-se na Universidade de Nashville.
Como professor voluntária dava aulas sobre História da África, na periferia de Nashville. Em 1888, também conseguiu entrar em uma das instituições de ensino mais conhecida do mundo – Harvard.
Entre os anos de 1892 a 1894 ele se formou em Historia e Economia, tendo trabalhando na Universidade de Ohio como professor de grego e latim.
Em 1891 Willian iniciou seu mestrado em Artes e em 1895 tornou-se Doutor em História por Harvard. Sua dissertação foi: “A supressão do comércio africano do escravo aos Estados Unidos da América, 1638-1870”, um trabalho exemplar até hoje de pesquisa.
O ano de 1896 foi excelente para Du Bois, casou-se com Nina Gomes e tornou-se professor assistente no Curso de Sociologia de Pensilvânia. Neste período concluiu seu livro sobre “O negro de Filadélfia: Um estudo social”. Isto lhe assegurou a conquista do renome entre os maiores professores norte-americanos.
Sua vida e trabalho foram dedicados ao Ensino da Historia do Negro e da África e a militância no Movimento Negro. Não demorou a também a participar da luta pelos Direitos Civis.
Em 1905 Du Bois fundou e secretariou o Movimento Negro de Niagara. Também ajudou a criar e editar várias publicações voltadas a formação da consciência negra Lua e Horizonte. Em 1909 foi um dos fundadores do NAACP – Associação Nacional para o Progresso das pessoas Negras.
De 1910 a 1934 serviu lá como o diretor de publicidade e de pesquisa, e Editor do jornal “Crise”, que serviu como órgão de divulgação da comunidade negra, e respeitado inclusive entre leitores de outras etnias, conseguindo inclusive lançar novos talentos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Du Bois lutou para criação de uma legislação antidiscriminação através da NAACP. Depois, em 1934, renunciou seu cargo na entidade para se dedicar a outra luta: a criação de escolas e empresas dirigidas por afro-americanos, apostando assim no protagonismo negro.
Entre os anos de 1944 a 1948 participou das denuncias sobre a situação do afro-americano na Organização das Nações Unidas, assessorando a entidade, sendo um de seus protestos, em 1947, muito repercutido.
William politicamente era considerado um socialista, sendo filiado ao partido nos Estados Unidos entre 1910 a 1912. Organizou em 1949 um Congresso de Estudos Afro Americano, assessorou senadores e deputados nos debates sobre a questão negra.
Mas esta militância não passou desapercebida pelos anticomunistas que tentaram denunciá-lo como espião, e para piorar sua situação, acabou filiando-se em 1961 ao Partido Comunista, tendo inclusive viajado para palestrar a Rússia e China.
Sua luta no Pan Africanismo foi sensacional. Em 1900 assistiu à primeira conferência de Pan Africanismo, ocorrida em Londres, Inglaterra, sendo eleito vice-presidente. Em 1911 Du Bois realizou o primeiro seminário étnico, em Londres, com estudiosos de africanos e indianos.
Entre os anos de 1919 a 1927 William com o objetivo de incentivar uma revisão histórica e sociológica sobre a África, promoveu vários seminários em varias partes do mundo. Debateu sobre o Colonialismo, Alienação e Opressão sofrida pelos povos africanos, sejam em seu continente, sejam como afrodescendentes.
No Quinto Congresso do Pan Africanismo, realizado no ano de 1945, em Manchester, Inglaterra, foi eleito presidente, com apoio de novas lideranças como George Padmore e Kwame Nkrumah , que se se tornaram lideres dos movimentos de independência em seus respectivos países.
Em 1961, Du Bois emigrou para Ghana a pedido de Kwame, agora presidente do país e iniciou sua pesquisa para a primeira Enciclopédia Africana.
Além de professor, Du Bois foi poeta, escritor, novelista, ensaísta, sociólogo, historiador e jornalista, produzindo 21 livros, editando mais 15 e ele publicou mais de 100 artigos. Ele morreu em Ghana no dia 27 de agosto de 1963, um dia antes da Grande Marcha de Washington, recebendo um funeral de chefe de estado, devido a sua contribuição aos povos africanos.
Foi uma das pedras fundamentais do Movimento Negro Internacional ao lado de Marcus Garvey e da metodologia do Ensino da Historia do Negro e da África, nos currículos escolares, agora em vagarosa implantação no Brasil.
publicado por jdc às 22:30
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6 comentários:
De samuel manave a 9 de Agosto de 2012 às 14:20
o pan africanismo e a negritude, e uma orentacao filosofica, politica e sociocultural dos afro americanos dentro da luta pelas liberdades africanas, versando fazer face as barreiras racias, sociais e politicas que eles enfretavam
De Clemente manuel a 15 de Agosto de 2012 às 20:44
Gostei da pagina
De NELSON CLEMESSE MANGUISSA a 21 de Agosto de 2012 às 09:22
Leopord seghor,du Bois e outros tiveram uma visao filosofica e intlequitual é triste quando asistimos outros negros por dinhero
De Maria mate a 4 de Setembro de 2012 às 09:46
Segundo sedar senghor a alma negra è colectiva e solidaria!
De Óscar Quessongo a 5 de Janeiro de 2014 às 12:24
Du Bois e outros, esses sim tinham uma visão criteriosa e filosófica, q defendiam os povos negros e criaram artigos para defender os negros.Sendo eles negros tal cm os outro, lutavam sem parar para mostrar e manter a potencialidad dos povos negros sem cobrar nenhum centávo.
De António Tchipa a 20 de Janeiro de 2014 às 07:54
Em cada época,Deus levanta alguem para defender os outros,então em penso q Dubois,Garvey,Hotondjy,foram levantados por Deus,para defenderem a todo custo os Áfricanos,e mostrar ao povo branco,que a inteligencia ,não esta na cor,mas sim na consciência crítica,que todos nós brancos Negros temos!

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